30.11.21

As vacinas que não são

 Uma vacina imuniza. Uma vacina impede a transmissão. A imunização de uma vacina dura um ano – ou dez.

Estas não são vacinas – são tratamentos profilácticos, com eficácia variável, de 50 a 90 por cento nos melhores casos, que duram entre três a seis meses dependendo do sistema imunitário do vacinado. Não são vacinas. Queremos vacinas. E menos propaganda e obscurantismo à volta do que não é. Vacina.


 

Escrevia a médica Teresa Gomes Mota no Observador a 16 de Outubro:

«As vacinas não são esterilizantes, não impedem o contágio nem a transmissão. Não conferem proteção de grupo, quando muito conferem proteção individual aos indivíduos de risco, para doença grave e morte por COVID-19. A eficácia das vacinas no que se refere aos títulos de anticorpos diminui muito rapidamente ao longo do tempo, em meses, e as novas variantes contribuem para o escape vacinal, ou seja, para a ineficácia das vacinas.

A imunidade induzida pelas vacinas é inferior à conferida pela infeção natural e as vantagens da vacinação de recuperados de infeção por SARS-CoV-2, além de cientificamente improvável, não foi demonstrada em estudos aleatorizados, não se compreendendo porque é efetuada a vacinação de pessoas que já sofreram a doença.»

Estas vacinas não são vacinas. Porquê insistir nesta falácia? Porque não investigar e criar vacinas?

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As vacinas e o infundado incitamento ao ódio

 As manifestações de incitamento ao ódio aos não vacinados que vejo no Facebook deixam-me apreensiva relativamente ao bom senso e saúde mental de alguns «amigos»; por um lado são fruto de desinformação e falta de raciocínio – se virmos bem 89 cento de vacinados (ao dia de hoje) mais cerca de um milhão de crianças abaixo dos 12 anos (10 por cento da população – ver dados Pordata) deixa-nos com uma percentagem reduzida de não vacinados. Ou seja, só cerca 1 por cento da população com mais de 12 anos não está vacinada, um número ínfimo e que inclui aqueles que não se podem vacinar por razões de saúde (doenças autoimunes, quimioterapia recente etc). Um número tão pequeno que não pode ser responsável pelos surtos a que assistimos actualmente. Por outro lado, essas demonstrações de ódio revelam uma vontade fascista de impor pontos de vista e um desejo de apontar bodes espiatórios que me fazem lembrar tempos idos menos democráticos. 

 


 

Para calar de vez aqueles que gritam em caixa alta nas redes sociais «VÁ VACINAR-SE!», mais alto que a Direcção-Geral de Saúde: 80 por cento das pessoas que morreram em Outubro estavam completamente vacinadas; os vacinados transmitem a variante Delta tanto quanto os não infectados; os vacinados (89 por cento da população) são a origem de novos casos.

Queremos uma vacina – não esta coisa que só serve para criar uma sensação de segurança - falsa - discriminação e o incitamento ao ódio por parte daqueles que não sabem pensar.

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22.11.21

O teste de imunidade celular em Portugal – o que nos ocultam?

 

Nos Estados Unidos em 2020 foi feita uma testagem da imunidade celular a milhares de amostras de sangue recolhidas num grande hospital pré-COVID. Cerca de 30 por cento desse sangue tinha imunidade natural ao COVID. Ou seja existe a possibilidade de uma grande percentagem da população em geral ter imunidade ao vírus.

Um outro estudo feito depois, no Equador, aponta também para essa possibilidade e vários cientistas sugerem que é algo a verificar.

O Expresso anunciava a 7 de Abril passado que os testes de imunidade celular já estavam disponíveis em Portugal e eram efectuados pela Unilabs.

A página do laboratório explica o que são as células T e a sua importância para o diagnóstico da imunidade.

 


 

Em Outubro decidi fazer este teste.

Sendo imuno-deprimida saber que tinha imunidade natural ao COVID- 19 era algo que me descansaria bastante uma vez que retomei o trabalho presencial que implica deslocações em comboios, autocarros, metro, táxis e o contacto próximo com centenas de estudantes.

A médica de família fez voz de caso quando lhe solicitei o teste e disse não haver indicação do Direcção-Geral de Saúde para prescrever tal coisa.

Portanto, no início de Outubro telefonei para o laboratório onde costumo fazer análises – Synlab. Nunca tinham ouvido falar deste teste só dos testes serológicos. Telefonei igualmente para os laboratórios Germano de Sousa e Joaquim Chaves. Igual resposta.

Revolvi então telefonar para a Unilabs: a primeira funcionária passou a uma segunda quando lhe disse ao que vinha. Esta respondeu que já não faziam o teste. Quando perguntei porquê e quando o voltariam a fazer disse que não tinham material para o fazer e que não tinham indicação de quando o voltariam a fazer.

Porque é que o Estado não quer que façamos um teste que nos pode ajudar a perceber se somos imunes ao COVID? Porque é que um teste disponível foi retirado do mercado? Porque é que não se fala do assunto?

Porque querem que vamos simplesmente levar a vacina e não levantemos questões? Quem tenha imunidade natural – ou adquirida – ao COVID não necessita de uma vacina – essa poderá ser utilizada em quem necessite. Quanto dinheiro os estados poupavam e quando dinheiro os grandes laboratórios perdiam…

Post Scriptum:  no dia 9 de Dezembro voltei a contactar a Unilabs - fui muito bem atendida e fiquei a saber que voltaram a fazer o teste: custa 80 euros e pode ser feito em qualquer ponto de recolha deste laboratório.

 

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Robert W. Malone - a necessidade de discussão informada para combater a narrativa oficial realtiva ao COVID-19


A Imunidade em 2021 foi o tema de uma sessão das Tertúlias da Junqueira com Robert W. Malone (virologista, imunologista), Manuel Pinto Coelho (médico) e Tiago Marques (imunologista do Hospital Santa Maria) com moderação de Elisabete Tavares.

Malone, um dos cientistas que esteve na pesquisa original que levou à criação das vacinas mRNA, é um dos muitos peritos que não alinham com a narrativa oficial e que foi censurado e ameaçado por tal.

A questão da equidade, de que Malone fala aqui e que discutiu com o Vaticano, para mim é extremamente importante. Vacinar os grupos de risco no ocidente promover a vacinação dos grupos de risco nos países em desenvolvimento deveria ser a política internacional. No entanto os esforços do COVAX parecem estar a ser gorados.

O tema do desenvolvimento dos vírus multi-resistentes (como acontece com as bactérias e LOL, até com os piolhos, hoje em dia) a partir de uma sobre-vacinacão também é aqui abordado. Já o Nobel françês Luc Montagner alertava para essa questão (e foi vilipendiado por tal) há mais de um ano.

A bioética e o que a aprendemos com a violação dos direitos dos pacientes pelos nazis são aqui invocados por Malone para referir a coerção dos estados e a propaganda dos media relativamente à vacinação (por exemplo, a Áustria que se propõe confinar apenas não vacinados, castigando-os).

Uma questão completamente ignorada pelo Ministério da Saúde e, mesmo, menosprezada pelos media, a importância do desenvolvimento da imunidade para resistir a esta doença, através, por exemplo, da assimilação de vitamina D (por toma ou por exposição ao sol) é também aqui debatida.

Três cientistas/médicos que realçam a importância da vacina (Malone teve long COVID e até há pouco tempo sofria de problemas pulmonares resultantes)  mas também a importância da discussão informada e de lutar contra a narrativa oficial contaminada pelos interesses económicos e políticos das grandes corporações (Bill Gates, Google e Facebook têm grandes investimentos na indústria farmacêutica).